Câmeras, biometria, reconhecimento facial, aplicativos, interfonia IP e monitoramento remoto já fazem parte da rotina de segurança de muitos condomínios. Essas tecnologias podem ampliar o trabalho dos profissionais da portaria e tornar os processos mais eficientes. É importante avaliar a infraestrutura, o fluxo de moradores, a quantidade de acessos, os horários de maior movimento e como a equipe poderá atuar em conjunto com os novos recursos, para esse conjunto trabalhando juntos podemos chamar de portaria híbrida.

Estimativas recentes apontam que 12% dos condomínios já utilizam portaria virtual, mas em outros fica inviável essa implantação. Com isso, ganha espaço a operação híbrida, que combina tecnologia e presença humana em horários ou atividades estratégicas.

A portaria totalmente eletrônica tende a funcionar melhor em condomínios com fluxo previsível, poucos acessos e infraestrutura adequada, incluindo internet e energia redundantes. Já empreendimentos com várias torres, entradas independentes e grande circulação exigem análise muito mais cuidadosa e na maioria dos casos é descartada em função da complexidade.

Portaria híbrida: tecnologia e presença humana

No caso o modelo híbrido pode ser uma alternativa para modernizar a portaria sem eliminar o atendimento presencial. A central remota pode cuidar da identificação de visitantes, controle de acessos e monitoramento, enquanto um funcionário permanece no local para receber encomendas, acompanhar prestadores e atender ocorrências.

O investimento inicial também deve ser considerado. Portões, câmeras, controladoras, sensores, nobreaks, links de internet e adequações elétricas podem representar um custo significativo. Por isso, o síndico deve comparar o investimento com a despesa atual da portaria, incluindo salários, encargos, benefícios, férias, 13º e cobertura de folgas.

A operação humana continua muito importante. Funcionários que permanecerem no condomínio precisam ser treinados para utilizar os equipamentos, identificar falhas e agir em emergências. A empresa contratada também deve apresentar planos para situações como queda de internet, falha de portões, câmeras ou indisponibilidade da central.

O uso de biometria, reconhecimento facial e imagens exige ainda atenção às regras de proteção de dados e aos procedimentos de armazenamento e acesso às informações.

Também é necessário avaliar os aspectos trabalhistas quando houver substituição de postos presenciais, considerando contratos, convenções coletivas e eventuais obrigações.

Antes de contratar, o síndico deve mapear acessos e horários de maior movimento, avaliar a infraestrutura, identificar as tarefas realizadas pela equipe e calcular o custo total da implantação. Assim, será possível definir se a melhor solução é a portaria eletrônica, presencial ou híbrida.