Quando as pessoas pensam em condomínio, normalmente imaginam um prédio, alguns funcionários, uma portaria e reuniões de moradores de vez em quando.
Mas existem empreendimentos que funcionam como pequenas cidades.
Atualmente, administro um dos maiores condomínios de São Paulo. Antes dele, também tive a oportunidade de administrar outro empreendimento entre os maiores da capital.
Para se ter uma ideia da dimensão, o lixo produzido diariamente precisa ser transportado internamente por caminhão. São vinte e oito depósitos espalhados pelo condomínio e uma central capaz de receber todo o volume gerado.
Temos cinquenta e seis elevadores em operação e uma estrutura permanente da empresa de manutenção dentro do empreendimento.
A central de correspondências conta com oito colaboradores dedicados exclusivamente ao recebimento, cadastro, armazenamento e entrega de encomendas. O espaço utilizado tem o tamanho de um apartamento.
Na segurança, são vinte postos de vigilância distribuídos estrategicamente pelo perímetro. As rondas são motorizadas, com supervisão operacional dia e noite, todos os dias do ano.
Para acomodar os colaboradores, foi necessário transformar um apartamento térreo em refeitório e vestiário. Ainda assim, trabalhamos com escalas nos horários das refeições.
A central de bombas foi projetada para atender aproximadamente oito mil pessoas por dia, com manutenção contínua.
Temos eletricistas, engenheiro e dezenas de colaboradores atuando diariamente para manter toda essa estrutura funcionando.
A administração também exige uma operação robusta. Parte dos controles é realizada internamente; outra parte fica sob responsabilidade de uma empresa especializada.
Dentro do condomínio há mercado, padaria, restaurantes, feira livre, imobiliária e diversos outros estabelecimentos.
A diversidade dos moradores também impressiona. Temos residentes de diferentes países e, por isso, alguns comunicados precisam ser emitidos em português, árabe e mandarim.
São vinte e oito subsíndicos, além dos membros do corpo diretivo. Em determinadas ocasiões, as reuniões precisam acontecer na quadra para acomodar todos os participantes. Mas talvez o maior desafio não esteja na operação. Está nas pessoas.
Cada grupo possui necessidades diferentes: crianças, idosos, adolescentes, famílias, solteiros e investidores. Todos esperam ser ouvidos e atendidos.
Por isso, recentemente visitei um dos maiores condomínios do Brasil. Passei dois dias estudando sua operação, aprendendo processos e buscando ideias. Porque administrar grandes condomínios exige aprendizado constante.
E, no final das contas, a maior lição continua sendo a mesma: quanto maior o condomínio, maior a responsabilidade.
Mas também maior a oportunidade de transformar a vida das pessoas por meio da organização, da segurança e da boa gestão.
Até a próxima.




