Com o crescimento dos condomínios clube, a gestão integrada fica mais fácil, simples e transparente para todos, desde que as contratações sejam criteriosas

A síndica profissional Fernanda Lopes logo percebeu ao assumir um condomínio clube que cuidar de tudo sozinha seria impossível. E ainda mais de piscina, academia, brinquedoteca, salão de festas e áreas gourmet que exigiam manutenção constante, além de demandas como jardinagem, segurança, limpeza e pequenas reformas.

“Foi aí que optei por contratar uma empresa de facilities, para centralizar esses serviços e garantir qualidade”, conta. A decisão, trouxe ganhos visíveis em poucos meses. “Antes, cada serviço era contratado separadamente, com orçamentos diferentes e prazos que nem sempre eram respeitados”, explica. Um estudo recente realizado pela Redirection International, especializada em assessoria de M&A, estima que o setor de gestão de facilities deve crescer em média 7,1% ao ano até 2029 no Brasil, impulsionado especialmente pelo mercado condominial.

Para Cláudio Martins, executivo de uma empresa especializada nesse segmento, a expansão tem relação direta com a complexidade crescente dos empreendimentos residenciais. “Os condomínios de hoje deixaram de ser apenas prédios de apartamentos. São verdadeiros microbairros, com serviços e estruturas que precisam de gestão profissional para funcionar bem”, destaca.

Ele afirma que os síndicos têm buscado cada vez mais soluções completas. “O grande diferencial é oferecer tudo isso de forma integrada, com indicadores de performance e relatórios para que o síndico tenha controle real do que está acontecendo”, acrescenta.

Marcelo Tavares mora em um condomínio que adotou recentemente a gestão de facilities. Segundo ele, os reflexos positivos no dia a dia desse tipo de serviço são notáveis. “Antes, a gente reclamava de problemas recorrentes, como elevadores parados ou lâmpadas queimadas demorando semanas para serem trocadas. Hoje, essas questões são resolvidas quase automaticamente.

Fernanda acredita que, nos próximos anos, essa será uma tendência cada vez mais forte, inclusive em condomínios de médio porte. “O morador está mais exigente, quer qualidade de vida, segurança e valorização do patrimônio. E a gestão profissional deixa tudo mais transparente, organizado e confiável”, afirma.

O setor de facilities deve deixar de ser visto como algo exclusivo de grandes empreendimentos e passar a fazer parte do dia a dia de diferentes tipos de condomínios. E, para quem vive ou trabalha nesse universo, isso pode significar menos dor de cabeça e mais eficiência na convivência coletiva.