Por André Resende

Publicada em 02/11/2024

 

A preservação das fachadas dos edifícios é uma questão crucial que vai além da estética, envolvendo diretamente a segurança e o bem-estar da comunidade. A falta de cuidados adequados pode gerar uma série de riscos significativos tanto para os moradores, que transitam diariamente pelas áreas comuns, quanto para pedestres e veículos nas proximidades.

Fachadas mal cuidadas não apenas comprometem a beleza urbana, mas também podem apresentar perigos, como a queda de parte dos revestimentos. Além disso, a ausência de manutenção pode resultar em infiltrações, que deterioram a estrutura dos edifícios e favorecem o surgimento de problemas de saúde relacionados à umidade, como mofo e bolor.

A moradora de um edifício residencial em João Pessoa, Artemiza Maia, acabou presenciando o desprendimento de parte da pastilha do revestimento do condomínio. Por sorte, com o incidente, ninguém ficou ferido. “Meu filho foi abrir a janela do quarto, que estava um pouco emperrada, e quando finalmente abriu, parte da pastilha do revestimento caiu e atingiu uma janela do apartamento de um andar debaixo. A janela quebrou, mas ninguém se machucou”, relata.

Do ponto de vista estético, as fachadas sujas e mal conservadas prejudicam a qualidade de vida dos cidadãos e a imagem das cidades. Essa situação pode impactar negativamente a valorização imobiliária, dando um aspecto de condomínio que não está sendo bem cuidado. Especialistas recomendam que as fachadas sejam higienizadas a cada três anos, devido à exposição constante a condições climáticas adversas e poluição.

A contratação de empresas especializadas em manutenção de fachadas é uma forma dos síndicos não precisarem gastar posteriormente com obras corretivas, tendo em vista que as intervenções preventivas tendem a ter um custo menor. Investir em um cronograma regular de cuidados não é apenas uma necessidade técnica, mas um compromisso com a segurança e o bem-estar dos moradores.

*Jornalista e colaborador do Jornal do Síndico