Por André Resende

Publicado em 02/11/2024

 

O número de animais de estimação que também dividem espaço com seres humanos em condomínios tem aumentado nos últimos anos. Uma pesquisa recente feita por uma startup especializada em gestão condominial revela que a cada 100 apartamentos, 13 têm um animal de estimação. Um outro levantamento feito em 2023 apontou ainda que os cachorros correspondem a cerca de 64% dos bichos de estimação que vivem em prédios.

Em seguida, os gatos seguem em segundo na preferência dos moradores de apartamento, com cerca de 27%. Porém, outros bichos também têm ganhado a preferência dos moradores de edifícios, entre eles as aves, porcos, roedores e até répteis. Entretanto, o cuidado de animais em ambientes como os apartamentos requer bom senso, uma vez que o bicho pode fazer ruídos, barulhos excessivos, ou gerar problemas de convívio e em casos mais graves de saúde.

A mesma plataforma que realizou a pesquisa do número de animais vivendo em condomínios também identificou que cerca de mil reclamações foram registradas em 2023, quase 2,7 reclamações por dia relacionadas às questões com animais, fosse por barulho, sujeira ou convívio nas áreas comuns.

A recomendação para os síndicos, para evitar situações desgastantes para os condôminos que cuidam de animais, é inserir na convenção do condomínio uma regra para cadastro dos pets. A sugestão é criar uma base de dados de identificação para que, tanto os demais moradores, quanto o próprio síndico, tenha ciência da existência daquele pet no convívio com os demais condôminos. Algumas plataformas disponibilizam esse serviço de cadastro dos bichinhos de estimação para controle por parte do próprio síndico.

Os condomínios que autorizam a convivência entre humanos e bichos de estimação precisam seguir diretrizes comuns, que podem incluir cadastro de animais, restrições de tamanho e raça, uso de coleira em áreas comuns, áreas específicas para animais, limpeza das fezes, controle de ruídos, evitando danos e respeitando vizinhos. Cumprir leis locais de vacinação e regulamentação é essencial.

*Jornalista e colaborador do Jornal do Síndico