A segurança contra incêndios em condomínios não pode ser tratada como uma providência tomada apenas quando chega a hora da vistoria do Corpo de Bombeiros.

A prevenção de incêndios em condomínios exige acompanhamento durante todo o ano. A regularização da edificação, o funcionamento dos equipamentos, a conservação das rotas de fuga e a capacitação dos funcionários formam um conjunto de medidas que precisa fazer parte da rotina do condomínio.

Em São Paulo, o Corpo de Bombeiros orienta que cabe à administração manter em condições de uso itens como extintores, iluminação de emergência, alarmes, bombas de incêndio, sinalização e portas corta-fogo.

Para o síndico, o primeiro passo é verificar se o condomínio está regularizado e se o projeto de segurança contra incêndio corresponde às características atuais do prédio. O AVCB, quando aplicável, deve estar dentro do prazo de validade, mas o documento não substitui a manutenção dos sistemas de segurança.

Na rotina, é necessário acompanhar extintores, hidrantes, mangueiras, alarmes, iluminação e sinalização de emergência, portas corta-fogo e demais equipamentos previstos no projeto, observando as normas técnicas aplicáveis.

Um erro comum é considerar que a simples presença do equipamento significa que ele está pronto para ser utilizado. Extintores, hidrantes e mangueiras precisam estar acessíveis, identificados, conservados e passar pelas inspeções e manutenções previstas. Os serviços devem ser realizados por empresas qualificadas, e notas, relatórios e comprovantes devem ser arquivados pelo condomínio.

A prevenção também depende do comportamento diário. Escadas e corredores de emergência precisam permanecer desobstruídos, portas corta-fogo devem ser utilizadas corretamente e equipamentos de combate a incêndio não podem ficar escondidos atrás de objetos. Moradores também devem conhecer as rotas de fuga e saber que elevadores não devem ser utilizados durante um incêndio.

Outro ponto de atenção é a instalação elétrica, especialmente em condomínios antigos. Sobrecargas podem aumentar o risco de incêndio. Sinais como aquecimento de tomadas, disjuntores que desarmam com frequência, fios danificados ou uso excessivo de extensões e adaptadores indicam a necessidade de avaliação profissional.

Por isso, a prevenção de incêndios em condomínios não se resume a manter equipamentos instalados. O síndico deve acompanhar a regularidade documental, as manutenções, os prestadores contratados e os registros dos serviços, além de orientar funcionários e moradores.

Treinamentos de brigada e procedimentos para abandono da edificação também fazem parte da preparação.

Em segurança contra incêndio, a manutenção preventiva é parte do próprio sistema de proteção. O condomínio preparado é aquele em que documentos, equipamentos, instalações e pessoas estão prontos antes que a emergência aconteça.