Eles são aves que povoam os cenários urbanos com frequência, estando presentes principalmente nas grandes cidades. Os pombos nem sempre são bem-vindos, costumam produzir sujeira, criar ninhos em locais inoportunos, fazer barulho e, o pior, trazem consigo também o estigma de serem carregadores potenciais de doenças transmissíveis a seres humanos.
Os pombos costumam ser visitantes indesejadas no contexto dos condomínios e, muitas vezes, sua proliferação descontrolada demanda providências. Em uma tentativa de controlar o problema, muitas vezes, funcionários, moradores ou o próprio síndico chegam a tomar medidas drásticas, adotando soluções caseiras de extermínio desses animais, como forma de combater infestações, porém isso envolve sérios riscos.
Riscos envolvidos – Primeiramente, é preciso ressaltar o risco sanitário que o uso inadvertido de substâncias tóxicas pode acarretar para os próprios seres humanos e animais de estimação dentro dos limites do condomínio. Em segundo lugar, o síndico, como representante legal do condomínio, deve ter em mente que ao praticar a eliminação de pombos está se cometendo um crime ambiental, de acordo com a legislação brasileira.
Os pombos não podem ser tratados como quaisquer pragas urbanas, as quais podem ser exterminadas. Esses animais são protegidos pela Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal n. 9605/1999). Assim, maltratar ou abater pombos pode ser uma ação com implicações jurídicas. Configuram práticas vedadas por lei matar, perseguir, caçar, apanhar, modificar, danificar ou destruir ninho.
De acordo com Instrução Normativa do IBAMA n.141/2006, a superpopulação de pombos deve ser manejada com medidas comportamentais, sem o abate. A eliminação só é permitida após sejam esgotadas todas as alternativas de manejo e com a devida autorização do órgão competente no município. Por isso, é imprescindível que o controle dos pombos seja feito por equipe profissional, visando à adequação à legislação vigente.
Estratégias de manejo – A principal estratégia para afugentar os pombos consiste no impedimento do acesso ao alimento, à água e ao abrigo. As empresas especializadas fazem a eliminação dos locais de pouso através de fios de náilon, espículas, vedação dos locais de entrada, para que o pombo precise procurar outro lugar pra pousar e nidificar (produzir o ninho).
Para condomínio, existe também ondas eletromagnéticas como “repelente” contra os pombos. Trata-se de um sistema definitivo de repelência eletrônica, por meio de campo eletromagnético de baixa frequência (12Hz). Essas ondas agem diretamente no sistema de orientação espacial dos pombos, causando desorientação e impede o pouso das aves onde o aparelho está instalado. O artifício não causa danos às aves, nem causa interferência em equipamentos eletrônicos, sendo assim uma alternativa ecologicamente correta, sem ruído e de baixo custo de energia para se lidar com o incômodo dos pombos, dentro do que a legislação permite.




