Síndicos e médicos têm muito em comum: não tem hora, tempo ou lugar, ambos devem estar ligados aos acontecimentos!

O síndico consegue ainda encontrar motivos que encham de orgulho e autoestima o condômino: “no lugar onde moro, a tradição tem vez!”. Nesta época, então, até recursos são reservados para enfeitar o natal do condomínio. Mas, o foco do síndico está na atenção redobrada do compromisso que lhe pesa sobre os ombros. Afinal, sua responsabilidade começa quando a dos outros parte em debandada – no bom sentido, claro! É uma ocasião especial, em que todo esforço é pouco para que o acaso não pregue uma peça, por mais precauções que sejam tomadas.

Fato contínuo, vem a temporada de verão e, com ela, mais motivos de relaxamento entre os moradores. Só que, para ele (o síndico), é prenúncio de expectativas por mais 12 meses de muita ralação e “badalação” em prol da coletividade, que teima em não querer renovar-se, repetindo vícios cotidianos de suas ações no condomínio. Apenas o síndico observa isso com clarividência já que o condômino, no relax proporcionado pela temporada, não tem tempo para amenidades, deixando a mesmice ocupar o imaginário do síndico: pagamentos, impostos, empregados, fornecedores, prestadores de serviço, manutenção predial, investimento no patrimônio e as surpresas decorrentes da função.

O lado bom da coisa – se é que ainda pode-se achar um lado bom da coisa – é a oportunidade que o síndico tem de preparar melhor o novo ano que surge. A visão e a missão proporcionam mais uma chance de revigorar a ideia e a atitude na arte de gerir o condomínio. Pergunte a quem já foi síndico, qual a importância deste período de transição para o sucesso da empreitada corajosa de administrar a massa coletiva condominial. Para o gestor, o momento se presta à faxina do tipo “5 S” no condomínio, com o firme propósito de que o ano que chega tem que ser diferente.

É condição ´sine qua non´ começar um novo ano com as contas em dia, por exemplo. E que o sentido de cumplicidade favorecido pela ocasião fraterna e universal dê um novo alento à relação do síndico com os condôminos, possibilitando perspectivas de um novo ano de realizações e conquistas. Não é utopia, mas um ingrediente estimulante para amadurecer as relações e motivar mudanças nos hábitos dos moradores. Ou será – mais uma vez – que prevalecerá a comodidade daqueles que cobram dos outros gestos de coerência, enquanto se escondem atrás do biombo do conforto pessoal?

O ano de 2025 deve terminar numa mesa organizada, com papéis arquivados e contas fechando para inspirar um pedido de um futuro melhor a Papai Noel. Afinal, as gestões condominiais são capazes de gerir interesses coletivos sem traumas, desde que a lembrança daqueles que usufruem o resultado do trabalho tenham consciência de que a obra que curtem é resultado da dedicação de alguém em garantir conforto, prazer, segurança e eficiência dos serviços.

Bom, quem sabe a fé prevaleça e os síndicos façam de 2026 um ano melhor para o convívio humano, pacífico e com qualidade de vida para todos. Boas festas!