Com o avanço das tecnologias digitais, a gestão condominial tem incorporado soluções que vão muito além da automação básica de portas e iluminação. Entre as inovações que mais chamam a atenção neste início de década está o uso da Inteligência Artificial (IA) para otimizar sistemas de climatização.
Quando consideramos os sistemas de climatização um dos maiores consumidores de energia em áreas comuns como halls, academias, salões de festas e escritórios administrativos. A grande novidade está no auxílio de IA que tem mostrado mais conforto e economia energética significativa para o condomínio.
A lógica por trás dessa transformação está na capacidade da IA de aprender com os padrões de uso, clima externo e comportamento dos usuários para ajustar automaticamente a temperatura e o funcionamento dos equipamentos de ar-condicionado.
Rafael Andrade, síndico em Florianópolis, foi um dos gestores condominiais a adotar essa tecnologia. Ele conta que a ideia surgiu após uma análise do consumo energético que apontava picos frequentes em períodos pouco utilizados. “Percebemos que os sistemas de ar-condicionado estavam funcionando em horários desnecessários e com temperaturas fixas, independentemente da ocupação dos ambientes.” A partir daí, o condomínio instalou sensores e um software de IA integrado ao sistema de climatização das áreas comuns.
O resultado, segundo Rafael, foi imediato: “Em poucos meses já notamos uma queda expressiva na conta de energia. A IA aprendeu nossos padrões de uso e ajustou os níveis de climatização sem que fosse necessário intervenção manual constante.
Especialistas em eficiência energética destacam que esse tipo de sistema usa dados climáticos, históricos e em tempo real para tornar decisões que, no passado, dependiam de tentativa e erro. Em temperaturas mais amenas, por exemplo, a IA pode reduzir a intensidade do ar-condicionado ou aproveitar ventilação natural. Em dias de maior calor, o sistema antecipa ajustes para manter o conforto sem picos de consumo. A economia pode chegar a 20% ou mais na conta elétrica das áreas comuns, dependendo do porte do condomínio e da configuração anterior dos equipamentos.
A adoção da climatização inteligente, no entanto, exige um investimento inicial em sensores, integração de sistemas e consultoria técnica. Por isso, a recomendação é que síndicos avaliem casos de uso reais, estimem o retorno sobre o investimento com base no perfil do condomínio.
A climatização inteligente é um exemplo claro de como a tecnologia pode transformar desafios cotidianos em soluções práticas e economicamente viáveis.




